Resenha de Março de 2015

Macro Visão

O cenário negativo, com juros altos, a inflação descontrolada, o déficit público elevado e o desempenho fraco da economia continuaram a assombrar o mercado financeiro.

  • A inflação continuou sua trajetória ascendente. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 1,32% em março. Assim, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 8,13% (6,15% em igual período de2014) estourando o teto da meta de 6,50%;
  • A operação Lava Jato continuou a ser destaque nos jornais e a influenciar os mercados de capitais;
  • O Real desvalorizou 11,5% frente ao dólar. A taxa de câmbio chegou a R$3,208/US$1,00;

 Renda Fixa

O nível de incerteza quanto ao cenário econômico fez piorar a percepção de risco dos investidores. Desse modo, as taxas de juros prefixadas com prazo de vencimento mais curto apresentaram valorização significativa.

Evo_TX_PRE_MAR15

Entretanto, a aversão dos investidores em aumentar sua exposição em títulos pós fixados com prazos mais longos se refletiu nos resultados das taxas correspondentes.

Evo_TX_POS_MAR15

Os papéis de emissão bancária como os CDBs – TBF e CDBs Pré acompanharam a alta da Selic.

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Inflação

A energia elétrica foi a vilã do mês com aumento médio de 22,08% gerando 0,71 ponto percentual (p.p.) o representando 53,79% do IPCA.

Renda Variável

Em março, o Ibovespa caiu 0,84%,acumulando no ano uma rentabilidade de 2,29%. As ações de Suzano Papel e Celulose, Fibria e Usiminas foram os destaques beneficiadas pela desvalorização do dólar. No sentido contrário os papéis da ALL, Gol, Bradespar, Vale PNA, Marfrig e Vale ON foram destaques negativos.

Câmbio

O dólar valorizou 11,5% conjugando as incertezas domésticas em relação ao cenário econômico e o pela valorização do dólar o redor do mundo. A moeda americana encerrou o mês cotado a R$3,208.

Isenção de responsabilidade: Este artigo foi desenvolvido com objetivo meramente didático, e não constitui e nem deve ser interpretado como sendo uma oferta de compra ou venda ou como uma solicitação de uma oferta de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro, ou de participação em uma determinada estratégia de negócios em qualquer jurisdição. As informações contidas neste artigo foram consideradas razoáveis na data em que foi editado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. O criador do BLOG não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações.

A inflação e seus investimentos – Março de 2015

O IPCA – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) continuou a ganhar força em março. O índice apresentou no mês uma variação de 1,32%, ficando acima da taxa de fevereiro que foi de 1,22%. Com isto, o acumulado no ano de 2015 ficou em 3,83%, a maior taxa para um primeiro trimestre desde 2003, quando a alta foi de 5,13%. Nos últimos doze meses, o índice foi para 8,13%, o mais elevado desde dezembro de 2003 (9,30%). Em março de 2014, o IPCA ficou em 0,92%.

Esse resultado vai colocando em risco o planejamento financeiro dos aplicadores. A poupança já está perdendo no ano quase 2,00% e quase 1% em 12 meses. Investimentos atrelados ao CDI e a Selic em 12 meses conseguiram superar a inflação.

Como o cenário ainda é muito instável o dólar e ouro vêm sendo as melhores aplicações até aqui. A carteira teórica de renda fixa +Qi apresentou no mês de março e no ano uma rentabilidade negativa. Isto se deve porque não foi alterada a composição da carteira no início do ano para refletir as taxas mais altas de 2015.

E eu construí a tabela a coluna, com rendimento descontado a inflação com código de cores para chamar a atenção dos leitores. Assim as células em vermelho indicam os investimentos que ficaram abaixo da inflação, em cinza aqueles que empataram e, finalmente em azul os que conseguiram superar o IPCA. Para melhor compreensão o ranking é com base na rentabilidade de 12 meses (#12M).

Ranking_IPCA_MAR15

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