Aprender a Investir

Já vi essa cena acontecer algumas vezes. O cliente entra na agência bancária onde tem conta e mais do que de pressa o gentil gerente, cheio de sorrisos, abraça o cliente e o convida para tomar um cafezinho em sua mesa. A partir daí, um roteiro que parece ensaiado se repete: uma chuva de produtos é oferecida ao cliente, como respostas automáticas a qualquer preocupação ou dúvida dele.

Não sei se por falta de informação ou comodismo – talvez os dois – mas o fato é que o pequeno investidor aplica mal seus recursos. Com um mundo totalmente globalizado, interligado pela internet, com transações entre continentes ocorrendo on line, cotações em tempo real, ainda ficar amarrado a antigos hábitos como, por exemplo, o de só fazer investimentos nos mesmos bancos em que se tem conta é jogar contra o seu próprio dinheiro. Hoje, qualquer investidor – seja de milhões ou de pequenas e suadas poupanças – precisa, mais do que nunca – estar ligado em que instituição poderá encontrar uma aplicação financeira mais rentável ou mais adequada às suas necessidades. Não estar atento a isso é um hábito que pode custar caro. Muito caro.

Se você ainda é daqueles investidores que deixam a decisão dos seus investimentos nas mãos do seu gerente, cuidado! Seus objetivos e os dele podem não estar alinhados. O gerente, coitado, é um grande generalista. A agência bancária tornou-se um grande supermercado de serviços financeiros, de uma marca só. A diretoria do banco impõem metas mensais de produtos que devem ser vendidos.

E a lista é grande. São seguros odontológicos, de vida, de saúde, de carro, náutico, e de imóvel. São Fundos de investimento de Curto Prazo, Referenciado DI, Fundo de Renda Fixa. E tem mais: são Fundos Multimercados, Cambiais, de Investimentos no Exterior, de Ações Livre, de Ações Indexados, de Índices – ETF e de Previdência. Além de todas essas opções, temos a caderneta de poupança e os títulos de capitalização. A lista ainda pode seguir com Cartões de crédito, consórcios e cartões de benefícios. Ah! E, ainda podemos lembrar os empréstimos e financiamentos. Ufa!

No meio desse emaranhado todo de produtos, o que o seu gerente vai fazer? Ele simplesmente vai verificar qual desses ainda não bateu a meta de resultados e empurrá-lo para você. E nesse caso, pode ter certeza: ele vai fazer isso sem dó, nem piedade do seu dinheiro. Sem pensar nas melhores taxas ou nos investimentos mais convenientes para o SEU interesse.

Quantas vezes já te ofereceram um Título de Capitalização? Aquele título que é a segunda maior aplicação depois da poupança, que te vendem como investimento e leva anos para recuperar o principal aplicado.

Então, você vai continuar investindo apenas com as dicas do seu gerente, ou vai pesquisar melhor as oportunidades de investimento? Que tal você procurar a melhor oportunidade de investimento para o seu bolso, ao invés do gerente decidir qual produto que ele não bateu a meta…

Leia mais sobre  o Título de Capitalização aqui

Post em parceria com Círculo Comunicação.

Isenção de responsabilidade: Este artigo foi desenvolvido com objetivo meramente didático, e não constitui e nem deve ser interpretado como sendo uma oferta de compra ou venda ou como uma solicitação de uma oferta de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro, ou de participação em uma determinada estratégia de negócios em qualquer jurisdição. As informações contidas neste artigo foram consideradas razoáveis na data em que foi editado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. O criador do BLOG não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações.

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Título de Capitalização, o que você deve saber

Uma das opções preferidas dos gerentes de bancos como “investimento” aos novos clientes é o Título de Capitalização. Esse é um dos produtos mais “micos” que podem existir no mercado. E os gerentes empurrar para quem está abrindo uma nova conta. Imagine que você está indo ao banco pela primeira vez para abrir uma conta salário. O gerente então começa a desfiar uma série de pérolas sobre aplicações para cima de você. O argumento geralmente é o mesmo, é assim:

– Então, agora que você é nosso cliente, já tem uma conta, tem que pensar no seu futuro e começar a fazer aplicações. Tenho o produto certo para você! É um título de capitalização.

Como você está prestando a atenção no que ele está falando, e com ar de interessado, ele continua…

– Com o título de capitalização você coloca todo mês uma pequena quantia, concorre a prêmios pela Loteria Federal e ao final da aplicação recebe o seu dinheiro corrigido.

Pronto, você acabou de ser pego…. Ganhar prêmios e ter o que pagou de volta corrigido? Nada melhor, certo? Totalmente errado. Com um título de capitalização você vai SEMPRE perder dinheiro. Vamos tentar explicar passo-a-passo.

Vamos inicialmente ver as principais as características desse “investimento”.

1. Título de Capitalização não é investimento e nem tão pouco poupança. Não é investimento porque é regulado pela SUSEP – Superintendência de Seguros Privados.

2. Não é poupança por que exige prazo de carência para resgate, enquanto na poupança a movimentação é livre.

3. As aplicações em títulos de capitalização não possuem garantia de ressarcimento ou indenização em casos de irregularidades da instituição financeira.

Consultamos as condições gerais de um título de capitalização de uma grande instituição financeira como estudo do nosso artigo:

Prazo: 48 meses

Prestação mensal: R$100,00 (É bem baratinho, não? Cabe no bolso!)

Sorteio: Você recebe um número para sorteio mensal e vai torcendo para que ele dê na cabeça na loteria federal.

Resgate: Há duas formas de se resgatar o valor aplicado: Após os 12 meses de carência, mas nesse caso você recebe apenas metade do valor investido. Ou somente ao final do prazo de vigência do título, ou seja, ao fim dos 48 meses, quando você terá direito a 100% do valor constituído na reserva de capitalização. É aqui que começa a fria!

Pagamento refere-se ao prazo do título do nosso artigo: 48 meses

Reserva de capitalização: representa quanto efetivamente dos R$100,00 aplicados mensalmente vai ser corrigido e devolvido a você ao final dos 48 meses. No nosso caso do 1º mês ao 3º a sua reserva a ser formada representa 50% dos R$100,00 que você pagou. Trocando em miúdos, no período você pagou R$300,00, mas só R$150,00 vão ser a sua parte.

Correção da Reserva de Capitalização: é atualizada mensalmente no 1º dia do mês pela taxa de remuneração básica aplicada à caderneta de poupança à taxa de juros de 0,5% ao mês, gerando o valor de resgate do Título.

Cota de sorteio: do valor aplicado mensalmente – R$100,00 – é descontado R$3,36 para formar o valor do sorteio.

Custo de carregamento: é a taxa de administração que a instituição cobra – também mensalmente – para administrar o título. São despesas administrativas e encargos diversos. O valor inicial é R$46,64, e após o 4º mês passa a ser R$5,48.

Vale lembrar que as parcelas mensais, que inicialmente são de R$100,00, são corrigidas anualmente pelo IGP-M.

Fizemos uma simulação começando em 2009 e terminado em 2013, portanto 48 meses. Ficou assim:

A prestação inicial foi de R$100,00. Na 48ª parcela corrigida pelo IGP-M passa a ser de R$125,54. O valor total que você pagou ao longo dos 48 meses chega a R$5.403,58. O que você vai receber já corrigido é R$5.442,96. Pois ao longo do tempo de aplicação, a cota de carregamento alcançou o valor de R$419,60, e a cota de sorteio R$181,56.

 Mas o pior vem agora. Se você tivesse se programado e tivesse aplicado numa poupança, depositando mensalmente os mesmos valores pagos ao título de capitalização, você teria ao final dos 48 meses um total de R$6.143,23. Como você não fez isso, o seu prejuízo foi de R$703,27.

A conta você sabe qual é: Reserva de Capitalização Corrigida – Poupança = Lucro ou Prejuízo

R$5.442,96 – R$ 6.143,23= – R$703,27

 Post em parceria com Círculo Comunicação.

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Rating de Crédito, você sabe o que é?

Os ratings de crédito são uma avaliação sobre a capacidade de pagamento de obrigações financeiras de empresas, negócios ou de governos federal, estadual ou municipal, também chamado de emissor.

Os ratings de crédito também podem refletir a qualidade de crédito de um título de dívida individual – como, por exemplo, um título de dívida corporativo ou municipal ou ativo-lastreado em empréstimos, e a probabilidade relativa de default (não pagamento) dessa emissão.

Os ratings são elaborados por das agências classificadoras de risco – Agências de Ratings – como a Standard & Poor’s, Moody’s, Fitch Rating’s, SR Rating e Austing Rating.

Para emitir uma nota de rating, os analistas dessas agências avaliam além da situação financeira do emissor, as condições do cenário econômico onde a empresa ou governo estão inseridos.

Cada agência desenvolveu sua própria metodologia para analisar a qualidade de crédito e usa uma escala específica para publicar suas opiniões. Os ratings são expressos por meio de uma combinação de letras e sinais que variam, por exemplo, de ‘AAA’ que é a maior nota, a ‘D’ que é a pior nota de crédito, para expressar a visão da agência sobre o nível de risco de crédito. Veja no quadro abaixo a escala de rating das principais agências de classificação de risco:

ClassRating

 

Qual a importância do rating?

Quando uma empresa bem avaliada pelas agências faz uma emissão de um crédito, por exemplo, um lançamento de debêntures, a sua boa nota demandará uma taxa de remuneração de juros menor. Ao contrário um a empresa mal avaliada irá pagar uma taxa de juros maior.

 Quem usa o rating?

O rating é utilizado pelos investidores (pessoas físicas, Fundos de Pensão, Fundos de Investimento e etc.) para avaliarem o risco de colocar dinheiro numa empresa ou comprar títulos de governos.